Mostrar mensagens com a etiqueta Barroso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Barroso. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Presidente e presidente?

Segundo notícia dos jornais diários, Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia afirmou hoje que, apesar de "fundamentalmente certa", a política económica implementada na Europa, centrada na redução dos défices "atingiu os seus limites".

Para Durão Barroso, para serem bem sucedidas, estas políticas, além de bem concebidas do ponto de vista técnico, devem ser capazes de granjear um "apoio politico e social mínimo".

"Politica e socialmente, uma política que é apenas vista como austeridade é claro que não é sustentável", afirmou o presidente da Comissão Europeia esta manhã, em Bruxelas, numa conferência sobre "Federalismo ou Fragmentação".

Barroso defende por isso que a política de correcção dos défice e da dívida, que sublinhou ser "indispensável", deve ser combinada com "um ênfase mais forte no crescimento e medidas de crescimento a curto prazo": "Temos dito isto, mas temos que dizê-lo de forma ainda mais clara senão, mesmo que as políticas de correcção do défice sejam correctas, (...) não serão sustentáveis politica e socialmente".

Uma no cravo e outra na ferradura. E com os cidadãos, pensando na troika, sem se lembrarem de que boa parte do empréstimo de resgate foi feito pela Comissão, para além do BCE e do FMI.

Será que toda esta preocupação social de Barroso não tem nada a ver com tentativas de captar simpatias do eleitorado para as presidenciais de 2016?

Também vale a pena ler este parágrafo: "Sei que há conselheiros tecnocratas que nos dizem qual o melhor modelo, mas que quando perguntamos como o implementar, dizem que isso já não é com eles. E isto não pode acontecer ao nível europeu", diz o presidente da Comissão Europeia, que acrescenta que, além de precisar de uma política económica "correcta", a Europa precisa garantir "os meios para a sua implementação e (...) aceitação política e social": "Foi aqui que penso que não fizemos tudo bem".

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Protagonistas

Parece-me prematuro comentar as medidas propostas hoje para fortalecimento (?) do euro, antes de se conhecer a decisão do conselho europeu. No entanto, uma coisa já é certa. O plano é franco-alemão, foi apresentado com parangonas pelo duo Merkel-Sarkosy. Os outros 25 são amavelmente chamados à discussão, obviamente em posição subalterna e antecipadamente concordante. O consenso de Bruxelas só é consenso porque é simples sujeição da maioria dos governos europeus. Por outro lado, Barroso e a comissão europeia estão a desaparecer. E alguém conhece essa invenção de Lisboa, o Sr. Rompuy?