quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Wanted!


Este homem é perigoso. Só não é mais porque a sua enorme vaidade lhe dá para ser desbocado, não medir o que diz, expor-se. Em contrapartida,  não temos jornalistas como esse. Mas, com toda a sua sobranceria, Borges é medíocre, como são os seus companheiros de seita portugueses, como Gaspar ao ser tratado com sobranceria “patronizing”, como uma criança, pelo ministro alemão das finanças, num vídeo que todos viram.

Não tenho muito medo de Passos Coelho, Relvas e quejandos. Estão ao nível da maior mediocridade portuguesa, provinciana, ridícula. Tenho mais medo é de Borges, Gaspar, Álvaros, cheios de “credenciais” curriculares e académicas, porta-vozes da ideologia mundialmente dominante na economia política. 

Há tempos, perguntou-me candidamente um jovem amigo, economista: "Vai dizer-me que todos esses meus professores, doutorados, cientistas, estão errados?" Ele falhou num termo: cientistas. Não são, são ideólogos e quase sempre com enormes interesses pessoais investidos na defesa do sistema. E como é que esse meu amigo e muitos jovens se sentirão quando compreenderem que foram traídos e manipulados pelas nossas escolas de economia?

Estou correto ao falar de seita, como se fossem aquelas coisas evangélicas brasileiras que pululam por aí, IURD e outras?  Acho que sim. Os fanáticos do neoliberalismo partilham tudo com elas. Uma visão esquizoide do mundo e da vida. O fanatismo, a incapacidade de analisar racionalmente a realidade e de com ela confrontar os seus dogmas. A crença absoluta nos milagres. O desprezo pelo povo, para eles reduzido aos irmãos, aos fiéis, aos que os seguem e os admiram.

Tentando reduzir ao mínimo a sua caracterização psicológica, diria que são uma classe de psicopatas, os de um umbigo do tamanho do sistema solar.

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