sábado, 11 de maio de 2013

Surrealismo

O deputado do PSD e candidato à Câmara de Gaia, Carlos Abreu Amorim, surpreendeu tudo e todos ao afirmar que “o país precisa de uma nova etapa neste combate tremendo à crise económica financeira e social em que estamos e o tempo político de Vítor Gaspar terminou. (…) é preciso pedir o regresso da política, é preciso que os problemas sejam tratados através de uma perceção dos anseios e necessidades das pessoas e isso é muito mais vasto do que a visão tecnocrática afunilada com que muitos dos problemas do país têm vindo a ser tratados até agora” (ler).

Claro que teve logo resposta, como era de esperar e nos termos que eram de esperar: “Este discurso completamente inócuo e contraditório e oportunista merece-me a maior das censuras. Se o dr. Amorim está assim tão indisposto com a ação do ministro Gaspar, ele só tem uma coisa a fazer: é demitir-se da vice-presidência da bancada porque é a direção da bancada que suporta o Governo, e tem essa obrigação de lealdade com o Governo” (ler).

Quem lhe respondeu assim? Passos Coelho? O líder da bancada do PSD? Não, foi o seu adversário Eduardo Vítor, candidato do PS à mesma Câmara de Gaia! A política partidária está um manicómio.

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